Doce amargo, Evelyn Santana

11 de novembro de 2017

SINOPSE: Melinda é uma garota que não conhece suas origens, tendo sido abandonada com pouco dias de vida em um orfanato, onde se apaixona por uma ilusão, um rosto em uma foto no jornal: Robert Blackwell, um promissor empresário que fez uma doação para o orfanato onde ela morava. 
Anos mais tarde, Linda consegue se reerguer, estudar e garantir um bom emprego na empresa de Robert. 
Um acidente faz com que se encontrem. A ganância dele os aproxima. E o amor sela tudo.

Após ter tido uma infância solitária e difícil em lares adotivos, Melinda deu a volta por cima, concluiu seus estudos, reconstruiu sua vida e agora tem uma vida estável trabalhando na R Blackwell. É uma mulher tranquila e recatada.


Linda nutre sentimentos por Robert, dono da empresa em que ela trabalha, desde o dia em que ele fez uma doação para o orfanato que ela morava, foi o primeiro gesto de afeto que ela recebeu e ficou marcado em seu coração. Eles não tiveram nenhuma aproximação até o dia em que Linda estava andando, distraída, na rua, e um carro, acidentalmente, bate nela levando-a ao chão. O carro era de Robert, seu crush supremo.


Atrasado para o seu compromisso, Robert sai do carro para ajudá-la e a culpa por ter atravessado de modo imprudente, o que não era verdade. Entre reclamações e grosseria, Robert a leva para o hospital, e Linda percebe que aquele homem é diferente do carinhoso e amável que ela imaginou em toda sua vida até ali. Ela não conhecia o verdadeiro Robert.


Robert também teve uma infância difícil, e apesar de todo a riqueza que a sua família possuíra, isso nunca substituiu o amor que ele não recebia do pai. Seu pai, Frederick, era um homem autoritário, que se importava apenas com o sobrenome "Blackwell" e queria moldar seus filhos para o seu negócio, independente dos seus desejos e sonhos, o negócio vinha sempre em primeiro lugar.

A sua mãe sofria com o marido e logo ela faleceu, deixando Robert a irmã e o pai. E essas situações fizeram Robert ter desamor por seu pai e não sentir nada quando ele faleceu anos depois. Estava satisfeito por agora ser independente, ter seu próprio "império" construído e também desejava ser diferente de Frederick.


E é angustiante dizer que em algumas situações e decisões, Robert era exatamente como o seu pai. Apesar de pensar que estava sendo o oposto, sempre decidia pensando em seus negócios em primeiro lugar. Por mais que ele diga que cresceu sendo diferente, no fundo tem a "essência".

Então, depois do encontro acidental entre eles, Robert recebe uma notícia que pode deixar a herança de Frederick na mão de pessoas indesejadas, e percebe que está encurralado pela proposta que seu pai deixou. Furioso, tenta achar um jeito que não satisfaça a condição do pai e mesmo assim não perca a herança.


Nisso, Robert vê Linda como sua solução e usa seu charme para a aproximação. Entre encontros e desencontros, Linda se apaixona cada vez mais por Robert e não acredita que esteja vivendo o que esperou tantos anos, por outro lado, Robert vê seu plano dando certo.


O que ele não levou em conta é que todo ser humano tem sentimentos e ele, mesmo se quisesse, não seria uma exceção. E quando percebeu, era um pouco tarde.




O DIFERENCIAL DE DOCE AMARGO

Apesar da familiarização com outros bestsellers, a história flui porque a construção dela é chamativa. Chamativa porque contém a perspectiva dos dois protagonistas, então, se em um capítulo algum deles faz uma coisa maldosa, no outro você sabe o real motivo por ele ter feito tal coisa. E isso possibilita ao leitor entender os dois lados e conhecer melhor cada personagem, o que é importante em uma história, porque não ficam lacunas. Eu, particularmente, gosto muito de livros assim, em que os dois contam a história.

Além disso, os encontros e diálogos são curtos e naturais, e são raras partes do livro que a autora ficou muito tempo descrevendo algum sentimento ou situação (como aqueles que ficam uma página descrevendo, exemplo, o que sente quando olha para o outro). Os problemas aconteceram em momentos ótimos, o que não permitia a história cair no tédio.


A REPRESENTAÇÃO FEMININA

Em romances assim é comum a mulher ser vitimizada e submissa, e isso não aconteceu. Ao contrário, encontrei uma Linda forte que, sim, teve seus momentos de fraqueza por gostar do Robert e aguentou muitas coisas por ele, mas quando chegava a hora de dizer "não", ela dizia. Quando chegava a hora de mudar, ela mudava.

Doce amargo é um romance meio termo, não é completamente romântico, nem desiludido.




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6 comentários:

  1. Adoro esses romances com personagens femininas fortes e que abordam os sentimentos (e como não podemos fugir deles) de uma forma simples, sem ficar entendiante. Estou bem curiosa pra saber o que acontecerá com esse casal. Eu também gosto de histórias com dois pontos de vista.

    Beijos!

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    1. Haise, amando ver você aqui <3 Acho que já estamos acostumadas com aquelas personagens femininas fracas, né? Eu também achei bem legal quando vi que nesse livro era diferente, foi uma das coisas que fez eu gostar dele.
      Já tem o segundo livro, então já já saberemos o que vai acontecer com eles *-*

      Beijos.

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  2. Que romance legal, gostei bastante de história! Lendo sua resenha me deu vontade de ler o livro e saber o que aconteceu com Linda e e Robert e como ficaram no fim. Abraços

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    1. Awn, obrigada. Aconselho você a ler mesmo, viu? É um romance legal e surpreendente.

      Beijos.

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  3. Que resenha linda. Eu já fiz primeiras impressões desse livro e adorei, tenho ele na estante e sou louca para ler.

    Beijos

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    1. Obriiigada. Está esperando o que pra ler? Leia loooogo e conta pra mim o que achou.

      Beijos.

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